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O código e o Da Vinci


Chamar Leonardo como Da Vinci é o mesmo que rezar para o De Nazaré, pensando em Jesus?

Esse debate anda correndo pelas vias da Internet, levantado por inimigos figadais do romance do Dan Brown, que juro ler algum dia, quando terminar a edição completa da Imago com as obras do Freud e alguns milhares de outros livros mais absorventes. Nós, a exemplo de muitos, chamamos Da Vinci de Da Vinci desde criancinha, e, por isso, consideramos esse debate uma coisa bizantina (e isso, como sabem, faz com que ele, o debate,sendo bizantino, ocorra na Idade Média, e, portanto anteceda o Renascimento, tornando a discussão impossível porque o Da Vinci nem tinha nascido nessa época).

Como toda a discussão bizantina, portanto, é uma discussão adorável. Só não é melhor que o clássico do Freud (já que falei do velho) sobre o Da Vinci, em que ele toma cuidados de cirurgião para contar à sociedade vienense do início do século que suspeita de homossexualidade enrustida no artista. Uma das provas é a lista de compras para o enterro da mãe natural do Leonardo, pista que Dan Brown nem farejaria.
Nesse texto, como todos sabem, Freud, esse tarado, chega a dizer que o famoso quadro de Sant’Anna com a Madona e a criança (o de Nazaré acima citado) esconde, no manto da avó de Cristo, um abutre (ou milhafre, não se sabe, os tradutores até hoje se desentendem em relação a esse pássaro).

O bico está lá, abaixo do braço direito da santa, e o rabo do milhafre (ou abutre, acho que já falei disso) pára na boca do menino, o que, segundo Freud, faz referência a um estranho sonho anotado por Da Vinci em seu diário, sobre um pássaro (abutre ou milhafre, sei lá) que teria enfiado o rabo na boca do Leonardo criança. Fantasias de felação, concluiria Freud, incorrigível detrator da fama alheia, e da própria.

Mas estava eu na discussão bizantina. Bom, o debate sobre se Leonardo pode ser Da Vinci está, infelizmente em inglês, neste sítio interessantíssimo AQUI, aonde fui levado pelo Smart. Argumento decisivo: se Da Vinci é errado, não poderíamos chamar Vincent de Van Gogh. Ou citar o Alexis como de Toqueville.
AQUI e AQUI..

1 Comentário on “O código e o Da Vinci”

  1. #1 Eneraldo Carneiro
    on May 30th, 2006 at 18:17

    Oi LeoOnde anda o Smart? Saiu do ar?