Recebo visitas esporádicas neste blogue, encaminhadas pelo tio Google, de pessoas em busca de resposta para a seguinte questão existencial: “nicole kidman pelada”. A doce Nicole é uma das minhas atrizes favoritas, até quando sofre em algum filme porcaria, como um tal A Pele, que mistura a história da fascinante fotótgafa Diane Arbus com uma melosa e kitsch versão de A bela e a Fera. Foi ao falar dessa versão hedionda que comentei sem pretensão sobre a peladice da moça, o que me vale leitores frustrados até hoje. Queriam foto, na certa. Tarados.
Maior sucesso faz a Lilian Ramos, de quem falei há um bom tempo e que atrai uma italianada doida para cá, também conduzida pelas melífluas mãos do Google. Ningém parece muito interesado em saber o que tenho a dizer sobre Merleau Ponty, ou Ortega y Gasset, uma pena. Que me desculpem os filósofos, mas o sexo ainda é a mola do mundo.
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Falar em sexo e filosofia, lembrei de um comentário que botei lá no Biscoito Fino e que talvez estimule os freqüentadores deste Sítio à leitura de uma obra sempre atual: O Banquete, de Platão, do qual só conehcia as partes poupadas pela censura que não ousa dizer seu nome.
O Idelber dá a idéia de contarem lá qual livro foi marcante, para os leitores dele.
Entre os que escolhi está o Banquete, clássico homofilosófico com o revelador subtítulo Apolodoro e um companheiro, em que senhores sapientes enchem a cara e disputam para ver quem fala mais bonito sobre o amor, o bom, o belo, tragédia e comédia. O concurso é um pretexto para traçarem profundas investigações filosóficas que degriongola em uma trama paralela, de gregos serelepes também em disputa, mas pelas atenções de um mancebo com o sugestivo nome de Agatão.
Apelo à tradução da LGE Editora, que pirateou o texto de alguém e nem lhe deu o crédito, para contar logo aos curiosos como termina a segunda trama:
“Eis aí”, comentou Alcibíades, “a cena de costume: com Sócrates presente, é inmpossível a um outro conquistar os belos! Ainda agora, como se ele soube facilmente encontrar uma palavra persuasiva, com o que este belo se vai pôr ao seu lado”.
Agatão, de fato, vai deitar-se ao lado de Sócrates que, porém, parece ser chegado a um amor assim mais platônico, como já havia descoberto Alcibíades, que conta coisas do arco da velha Grécia numa noite que passou na cama com o barbudo. Em festa de grego bêbado, filósofo não tem dono, e ninguém paga o pathos.
Então, como eu disse ao idelber, e imitando o Álvaro Maia Peres, que tinha um programa imperdível de literatura da TV Educativa, sugiro a leitura do Banquete:
Muito citado e pouco lido, esse livro é uma fascinante demonstração de como se pode fazer literatura gay sem cair no culturalismo, falando de questões universais compartilhadas por todos, mesmo quando tratadas por praticantes do amor entre iguais.
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A moça que abre esse post é uma das fotos do Dada Petrole, do premiado projeto Moderatrix Cariri, como podem ver. Não sabem quem é o Dada Petrole nem o que é o Modreatrix cariri? Nem eu sabia, até que recebi um e-mail, de alguém com endereço eletrônico do BNB, o Banco do Nordeste do Brasil. (Na adolescência, fiz concurso para auxiliar de escriturário do BNB, ganhando uma pequena fortuna para meus 14 anos, e passei, mas a família mudou-se do Ceará de volta ao Rio e lá se foi uma perspectiva de carreira brilhante. Quem sabe, eu poderia estar hoje no Banco Central, aumentando juros enquanto me aguardaria um salário nababesco em alguma instituição financeira, ao sair do serviço público.)
Mas leiamos o Dada Petrole:
Meu projeto “Moderatrix Cariri” foi condecorado como um dos melhores
trabalhos de design dos países de lingua alemã do ano de 2007. Esse
prêmio é o Oscar do Design entre os países de lingua alemã (Alemanha,
Suíça e Áustria). Meu trabalho foi o único premiado em fotografia entre
os 619 concorrentes na minha categoria (no geral 2.000) e
ficou ao lado de grandes outros trabalhos em diversas mídias. A
fotografia e a concepção do “Moderatrix cariri” foram nomeados e
condecorados…Melhor não podia ser!
Tenho o prazer de lhes passar essa informação, pois essa vitória não é so
minha, é do Cariri, do Ceará e do nosso Brasil.
Viva o Cariri vitorioso, pois. Mas não precisava fazer isso com o Padim Ciço. Deixou o santo vesgo, caramba.




on Dec 9th, 2007 at 22:23
Você também via o Álvaro Maia Peres, da TV de Ribeirão Preto, com aqueles cenários toscos em bibliotecas, lendo livros recomendados por ele? Puxa, era bom aquilo! Ainda está passando ou dançou nessa TV Pública?
on Dec 11th, 2007 at 00:29
Vim parar aqui a partir do blog do Pedro Doria. Como cheguei no Pedro Doria não me lembro… Deve ter sido pelo google mesmo.
on Dec 11th, 2007 at 02:10
Uma mulher dessa nesses trajes módicos deixaria até euzinha vesga…
on Dec 11th, 2007 at 14:33
A quem tiver notícia do Maia Peres eu agradeço, Frederico; é um dos meus programas favoritos, que ainda vejo à noite, na TV educativa.Foi Padim Ciço quem o trouxe, Bodi.Natália, comporte-se.
on Dec 13th, 2007 at 01:29
Talvez. Mas bem que o Padim Ciço podia enviar uma “Nicole Kidman” pra mim